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INFINITAMENTE MAIS
Carlos Pereira
Fujo, constantemente, dos rios mansos,
Por mais perigosos, infinitamente mais.
As suas águas cálidas e calmas, adormecem
Os corpos dos que ainda pensam e sonham.
Prefiro os outros, os bravos, por mais sinceros,
Infinitamente mais do nosso lado, na insubmissão
Dos leitos pré-escolhidos e das remadas,
Tão dolentemente iguais.
Aveiro, 07.04.2011



