(Foto de Gustavo Martins)
DO MEU SONO LETÁRGICO
Carlos Pereira
Do meu longo sono letárgico,
Já sol alto; acordei;
Dos teus olhos o brilho galáctico;
Foi luz com que os meus; incendiei.
Do meu longo sono sonhei,
O calor do teu corpo enigmático;
Breve foi nosso amor, bem sei...
E de tão breve...tão mágico.
Esta dor que o meu sonho ilude,
De te ver partir sem regresso;
É castigo penoso que não mereço.
Para novamente em toda a plenitude;
Ter teu lindo, embora efémero, sorriso;
Voltarei a adormecer...se for preciso.
Aveiro, 20.06.2010

