Foto de Piedade Araújo Sol
OUVE-SE AO LONGE O CROCITAR DOS CORVOS
Carlos Pereira
Ouve-se ao longe, o crocitar dos corvos,
Trazido pelo vento quente do vale, prenuncio
Da dilaceração da carne quente da minha solidão
E do sangue vivo do meu silêncio.
Ouço o eco da luz dos meus passos
A fugir do festim dos mortos.
Já não vou chegar a tempo, da coroação das aves,
Porque a penumbra, tomou conta de todas as estradas.
Aveiro, 13.02.2011




