Foto de Piedade Araújo Sol
MAIO
Carlos Pereira
Vetusto, és, ó Maio, pelo peso dos anos;
Sempre renovado pelos ideais de Abril.
O povo, cravos vermelhos plantou nos canos
Das espingardas, para não mais ser servil.
Cravo vermelho! Vermelho Maio!
De papoilas em trigais a amadurecer;
Desta roda, deste cantar… eu só saio,
Quando a minha voz enrouquecer.
Poetas do meu país, não parem de cantar
O chão da terra da nossa fraternidade;
Cantemos e demos as mãos para alcançar,
O sonho d’ um povo em liberdade.
Maio maduro! Maio florido!
Em cada peito germina um ideal
Para que Abril seja cumprido;
Em memória dos teus filhos, Portugal.
Aveiro, 01.05.2010
Publicado no Diário de Aveiro