CANAL DE SÃO ROQUE

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Foto de Gabriel Pereira




terça-feira, 24 de julho de 2012

A JUSTEZA DA PALAVRA



Foto de Carlos Pereira







A JUSTEZA DA PALAVRA

Carlos Pereira


A justeza da palavra, sóbria, límpida na sua essência,
abre o caminho à respiração das sílabas na
brancura da página do livro, único, buscando
a generosidade do poema.
Eis o poema, não perfeito; só o silêncio do verso é
perfeito  a trespassar a rugosidade da palavra que
não calamos, vertida do sangue de todos os poetas, que
há-de burilar as faces negras ao diamante de
translúcida pureza maculada.
Forjemos o canto com palavras espessas, resgatadas
ao fogo libertador para que o poema renasça sem a
crueza das sombras, regenerador, obstinado e livre.

Aveiro, 04.07.2012









Um comentário:

  1. Ai de nós se fossemoos perfeitos

    Nada teríamos para conquistar

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