CANAL DE SÃO ROQUE
Foto de Gabriel Pereira
domingo, 21 de novembro de 2021
POEMA À BEIRA MAR
domingo, 18 de abril de 2021
terça-feira, 17 de novembro de 2020
AMOR REABERTO
AMOR
REABERTO
Carlos
Pereira
Incessante
procura do caminho certo
para a
casa sonhada onde a ternura golpeia,
com as
tuas mãos simples. Contigo por perto
o amor
fervilha, indomável, não se apeia.
Subiremos
as ferventes dunas do deserto
se
necessário for, domando, os grãos de areia
para
que um beijo na minha boca, enxerto
seja; pavio
de suave luz, perene candeia.
Abrupta
emoção nos colhe, doce impulso, teia
que
nos condena ao profundo azul do mar aberto.
O
vento virá, profusos sons, nossa alma enxameia.
No
nosso rio bordejam astros verdes, curso incerto,
lacónicas
raízes entrelaçam afecto que campeia
na
amplidão do amor, ímpar, agora reaberto.
Aveiro,
10.10.2020
quinta-feira, 12 de novembro de 2020
SINAIS DOS TEMPOS (CONFISSÃO)
SINAIS DOS TEMPOS (CONFISSÃO)
Carlos Pereira
Não sou hoje mais do que fui ontem.
Admitir isto é a minha última alucinação:
é o meu lúcido momento ao lusco-fusco do
entardecer
que tarda a estrela d' alva.
Mudar o mundo era um dos meus propósitos:
Fiz tão pouco para isso; pouco é igual ao
nada que sou.
A pouca coragem ou a falta dela,
inibe o pensamento colectivo, dificulta a
acção individual
e pode, até, perigar a peregrina
liberdade.
Todos os meus amigos me confortaram
com abraços de bondade simiesca, dizendo:
que te não fique, mágoa, esmorecido o
preito ou
apoucamento pela empresa em vão, porque
também nós,
artífices do nada fazer, solidários somos;
se algum feito houve,
parca memória nos abordou ao cais dos
dias.
Agastados ficamos, tão leve punição,
pela inoperante cidadania e pela asquerosa
insensibilidade perante o sofrimento do
mundo
tanto mais que, a vida, nos tem dado de
presente
não poucas vezes o privilégio da ausência
de tristeza.
Seguir um lema mesmo que circunstancial, é
para nós,
humanos, uma das maiores arduidades; em
contraciclo
temos a sedutora habilidade da não
presunção do objectivo
para não, em caso de falência, não termos
de congeminar bastardas desculpas.
Nada é mais atroz do que caminhar
indiferente
pela estrada incendiada de rancores ou por
inóspitos trilhos,
atapetados por falsos confortos miríficos.
Só nos resta a fuga para o arrependimento,
para o auto flagelo do pensamento,
para o prazer mundano:
caminho tão desprezível quanto a nossa
vontade.
Aveiro, 12.09.2020
DA NATUREZA DOS HOMENS
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
É LINDO ESTE MAR
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
O CÃO E EU

